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Mar 2, 2014

Divagações



É o amor dos outros que nos consome, viril e espesso como sangue derramado... E nem sempre é isso justo ou uma coisa boa. A vida ensinou-me, da forma mais difícil, que viver com o amor do outro é uma responsabilidade demasiado grande - um crucifixo que carregamos às costas para todo o lado, a vida inteira. E que, quer queiramos quer não, somos responsáveis pelo bom e o mau que isso acarreta. Porque é a nossa língua que engrossa quando dizemos o que magoa esse amor, as nossas mãos que se contorcem com os gestos errados mas é o coração do outro que rebenta em mil gotas de oceano.
Apaixonarmos-nos é fácil, e eu que achava que amar também o era, descobri que para alguns não é tanto assim. Nós achamos que sabemos o que é o amor, até começarmos a ler os romances dos livros. E é aí que tudo se confunde, porque aquilo que achávamos impossível de ser mais profundo, afinal nem a meio gás vai. Afinal até que ponto é que não se consegue amar mais? Onde está a linha tenuemente fina que separa o amor-sufoco do amor-saudável? Quão cheio está o nosso coração quando se começa a perder a sede um do outro?


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